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A hora das decisões

  • Foto do escritor: Francisco Raimundo
    Francisco Raimundo
  • 23 de fev. de 2020
  • 6 min de leitura

Bom dia para vocês. Sei bem que hoje é domingo, mas não podia deixar de escrever algo que anda a remoer a minha cabeça desde há algum tempo. Assim, em vez de estar a descansar, o que bem me apetecia, pois tive uma semana bem intensa, decidi escrever aqui no blog, embora sem saber o que vá sair daqui. E ainda por cima é Carnaval. Não é que eu aprecie o Carnaval, porque não gosto mesmo, mas ainda tenho uma criança dentro de mim e, como todas elas, faz parte delas divertirem-se sempre que podem.


Bom, o tema de hoje é relativo a decisões. São elas que nos permitem caminhar e viver. Sem elas a nossa vida é um marasmo. E, sendo nós seres sociais, cuja tendência é estarmos agregados em sociedade e em grupos, sem a tomada de decisões estaríamos totalmente isolados. E penso que isso não é viver.


A nossa vida resulta, pois, de decisões constantes sobre tudo o que ocorre. Aliás, não sei bem dizer se tomamos decisões pelo que acontece, ou se tudo acontece em resultado das decisões que tomamos. O que vocês acham?


Assim é na nossa vida pessoal, na nossa vida sentimental, na nossa vida social, e na nossa vida profissional. Há que tomar decisões. Sem elas nada acontece, penso eu. Um pouco como o filme "Back to the Future", em que, para alterarmos o nosso futuro, há que tomar decisões sobre o presente. E, quando se tem um negócio, à escala global, as decisões tornam-se extremamente importantes, a ponto de, por vezes, serem factores determinantes de sucesso ou de fracasso.


A escolha de uma carreira profissional é também assim. Recordo-me que, aos 13 anos e até aos 15, eu gostaria de ter uma carreira como profissional na saúde, nomeadamente ser médico cardiologista. Tomei as decisões erradas, ao não estudar o suficiente para ter notas que me permitissem entrar na Faculdade de Medicina. Tive de tomar outras decisões, muitas mesmo, ao longo dos próximos 30 anos, até que, em resultado de todas elas, o Network Marketing/Marketing de Rede surgiu no meu caminho.


Decidi, por várias razões, escolher o Network Marketing como a minha "próxima" carreira profissional, ainda não bem ciente das dificuldades que me esperavam. Mas tive de a tomar, pois vi-me entre a "espada e a parede", numa situação de desemprego (agora diz-se transição laboral, pois é a moda do politicamente correcto). Tive de agarrar o Network Marketing com unhas e dentes, pois era a minha única salvação.


É certo que eu, tal como apresento em todos os eventos que faço e em que me dou a conhecer (e à minha história), digo sempre que nunca me revi a trabalhar para alguém. É bom ter um salário, sim. Mas fazer depender a vida de um salário, ainda por cima miserável, como a larga maioria das pessoas tem, é estar a vender-me, e aos meus sonhos.



No entanto, tomei a decisão de me tornar network marketer, E, apesar de ter tomado uma decisão, passou bastante tempo até que eu percebesse que não tinha tomado verdadeiramente uma decisão, ou melhor que não tinha sido uma decisão verdadeiramente consciente.


Porquê? Por várias razões:

  • A primeira delas tem a ver com a falta de maturidade da minha parte, de conhecimentos e experiência

Isto é óbvio, quando se começa algo novo. No entanto, depois do entusiasmo inicial, e até dos primeiros sucessos, vem a bofetada na cara e realizamos que, afinal, não sabemos coisa alguma, não percebemos coisa alguma e nem sabemos o que estamos a fazer. Não fiz, no entanto, caso disso.


Há que tomar consciência de que, ao começarmos um projecto novo e, com total independência, passamos por processos. O Desenvolvimento Pessoal é imprescindível, para nos dar maturidade. A experiência é-nos dada pelos erros que cometemos. Não sei se alguma vez leram algo que diz assim: "a que se deve o sucesso? deve-se à tomada de decisões certas; como se tomam decisões certas? aprendendo com as decisões erradas tomadas"


  • Falta de apoio, por parte de muitas entidades

Não quero entrar em outros terrenos, que não são chamados para aqui. Contudo, se eu tivesse pedido auxílio, a minha curva de crescimento seria bem mais curta e reduzida. Lá está, fruto de tomada de decisões. Certas ou erradas, não sei dizer. Mas desde o início que eu disse que queria desenvolver o meu projecto, a minha organização e a minha visão, que ainda era bastante incipiente. Nos primeiros tempos, ainda desenvolvi Network Marketing apenas por mim, para mim, porque queria mostrar ao mundo que eu era capaz de dar a volta por cima.


Com o tempo, com a experiência e conhecimentos que fui adquirindo, ao logo do processo, percebi que queria desenvolver Network Marketing com um propósito claro e concreto, com um propósito bem definido, com um espírito de missão. E, sobretudo, que tinha nas minhas mãos e à minha frente, todos os mecanismos e instrumentos que me dessem a capacidade de trabalhar nessa minha missão.


  • Resultados aquém do esperado

Quando tudo parece desabar, o que acontece connosco? Culpamos tudo e todos. Entramos em frustração, com uma carga emocional extremamente negativa. Assim aconteceu comigo (penso que acontece com todos). Nos primeiros tempos, quando se está com todo o entusiasmo, e até se têm resultados, tudo parece caminhar bem. Contudo, e dado não haver maturidade ou experiência suficientes, os ditos resultados acabam por ir pelo cano. O que acontece? Raiva, ansiedade, frustração, desespero, stress.


  • Falta de compromisso

Sabem quando uma pessoa quer mas não faz, e não quer o que deve fazer? Ou algo como não saber o que vem primeiro, se o ovo ou a galinha? Pois assim era comigo, sem saber fazer o que queria e fazer o que não devia, "empurrando com a barriga", como se costuma dizer.


E está aqui a verdadeira causa de todos os problemas que nos acontecem em Network Marketing/Marketing de Rede. Eu estava comprometido comigo mesmo, e com a minha carreira profissional, com o meu negócio.


É aqui que temos o tema de hoje em discussão.


Enquanto não nos comprometermos connosco mesmo e assumirmos realmente o compromisso de desenvolver um negócio em rede, a decisão que tomamos quando aderimos ao Network Marketing é incipiente. Não vale de nada a escolha que fizemos lá atrás, pois não assumimos coisa alguma na nossa cabeça. Até tomarmos a verdadeira decisão, que passa por sentirmos no coração, ela não é um compromisso. É algo vago, algo incipiente, algo vão e, de certa forma fútil.


Quero acreditar que, quando todos tomarem essa verdadeira decisão e verdadeiro compromisso, não só o fardo fica muito menos pesado, porque tudo é feito com mais naturalidade, como também o empenho e dedicação é maior, pois estão a fazê-lo com o coração, e não como autómatos, de forma quase maquinal. E isto traz muita frustração, podem crer.


Foi então isto pelo que eu passei, nos últimos anos. Depois de andar às voltas, sabendo o que queria, mas não agindo em conformidade, e mesmo trabalhando nas actividades produtivas necessárias, fui investindo tempo a trabalhar a minha mente, idealizando e concebendo as bases para poder ter um negócio incrível.


Fui idealizando o meu "mapa de estradas", o GPS do meu negócio. Ainda não está totalmente pronto, mas toda a parte exterior está já preparada para receber "os meus convidados". E só depois de tudo disso, é que consegui tomar a verdadeira decisão e comprometer-me comigo mesmo e com o meu negócio. Investi centenas de horas do meu tempo, a preparar tudo, sem qualquer ajuda, apoio ou suporte, vencendo as frustrações e o desespero de quem queria seguir um determinado caminho, mas que andava às voltas, sem sair do lugar; combatendo a indiferença de muitos, tornando-me eu próprio indiferente, procurando sempre seguir em frente.


Mas no final, encontrei-me novamente e sair vencedor. Porque tomei a minha verdadeira decisão e assumi claramente um compromisso. Se disso duvidam, tomem a coragem de participar num dos meus eventos e verão. Demorei alguns anos até que eu estivesse verdadeiramente pronto, mas aqui estou, tendo tornado (quase) tudo em realidade.


Portanto, não esqueçam: A verdadeira decisão que tomam só surge quando vocês são colocados à prova. Que provações são essas? São as dificuldades e os maus resultados Até lá, não existe um verdadeiro empenho e um verdadeiro compromisso, pois ainda não passaram por nada que vos colocasse entre a "espada e a parede".


Bem-hajam e espero que esta história pessoal possa ser útil na vossa tomada de uma verdadeira decisão. A decisão de desenvolver um negócio em Marketing de Rede/Network Marketing. Aliás, Tony Robbins anuncia sempre que "é na hora das decisões que o seu destino fica traçado".

FGR









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