"momentos aha"... quem nunca os teve?
- Francisco Raimundo
- 15 de out. de 2022
- 5 min de leitura
Vocês alguma vez tiveram um daqueles momentos em que parece terem renascido, pelo alívio que sentiram ao terem uma ideia espetacular para resolverem um problema que parecia de difícil solução? Ou como se fizesse luz na vossa cabeça, e encontrassem de repente algo que parecia não fazer sentido até então?
Pois bem, a vida e carreira profissional de um empreendedor é recheada de obstáculos e limitações. Quem pensa que a escada do sucesso é sempre a direito, bastando subir os degraus até ao topo e sem quaisquer dificuldades, está redondamente enganado. É como andar por montes e vales, ou melhor, é tal como desenrolar um novelo de lã totalmente embaraçada, em que tudo parece extremamente confuso e complicado.
Pelo contrário, muitos podem ser os momentos em que o empreendedor tem uma ideia fantástica e brilhante, com a qual ele espera contornar as suas dificuldades e tornar o seu empreendimento numa jornada vitoriosa. Chamo a isso “momentos aha”. Quem já os teve?
Bom, o artigo de hoje fala exactamente sobre o último desses meus momentos. Espero que leiam e achem interessante. Deixe-se estar, portanto!
Olá, amigos e amigas. Há quanto tempo eu não escrevia nada, não é mesmo? Bolas, está difícil de criar consistência. Sabem, uma das minhas metas principais para 2022 era a de recuperar este blog “Diário de um Empreendedor”. Já fiz tantas tentativas e nenhuma delas deu certo.
Mas eu sei a razão disso:
Querer chegar a todo o lado, acabando por não conseguir levar todas a minhas iniciativas até ao fim
Isto é um perigo para um negócio, mas de vez em quando eu paro para ponderar e reflectir, o que tem-me permitido ver onde estão as minhas falhas. E estou sempre a tempo de melhorar, pois o objectivo é o de ser alguém melhor do que aquilo que eu era no passado.
Bom, o curioso disto é ter percebido a razão de ser de tais falhas. E é um problema sério, para o qual ainda não consegui encontrar a solução. Às vezes dou comigo a pensar se outras pessoas não terão também este mesmo problema, limitação ou obstáculo.
Pois bem, é que eu, ao querer desenvolver muitas tarefas, não as levando até ao fim, acabo por tornar-me ocupado, em vez de produtivo. E como devem calcular, um negócio só vinga se houver actividades de produção.
Tudo isto exigiu de mim alguns dias de meditação, em que pouco mais fiz do que pensar, reflectir, ponderar; e também planificar. Mas o resultado foi, para mim, um dos momentos mais brilhantes da minha vida profissional.
Perceber as nossas falhas e a razão delas é uma conquista enorme, posso garantir-vos. Estamos a lidar connosco mesmos, em que temos de clarificar os nossos próprios receios e medos, para seguirmos em frente. Só dessa forma conseguimos superar-nos, pois a competição não são os outros, somos nós próprios. E analisarmos a nossa essência, conseguirmos fazer exames de consciência, é absolutamente admirável. Se vocês o fazem, podem felicitar-se e celebrar, pois têm muitos motivos para isso.
Pois eu percebi que tenho um problema enorme em delegar tarefas. Talvez por isso nunca tenha sido feliz a trabalhar em equipa. Talvez por isso, também, eu não saiba fazê-lo em condições.
Tudo porque não confio nas pessoas com quem trabalho. Não confio que possam realizar ou executar determinadas tarefas da forma como eu gostaria e pretendo. Isto é um problema sério, em Marketing de Rede/Network Marketing. Sem outras pessoas, sem uma equipa, é praticamente impossível ter-se êxito e ser-se bem-sucedido.
Network Marketing é um Desporto de Equipa!
Um curto episódio de uma história, para vocês.
Há alguns anos atrás, em conversa com um bom amigo, ele disse-me encontrar-se esgotado em termos de trabalho, porque não conseguia delegar algumas das suas tarefas. Consequentemente, queria fazer tudo, pois dessa forma tinha a certeza que o trabalho era executado da forma como ele pretendia. Este meu amigo exercia então o cargo de director de uma empresa comercial, no sector automóvel. Eu revia-me no que ele me confessou, pois eu sempre me senti assim, também.
Ora, se no início do desenvolvimento de um negócio, isto pode ser verdadeiro - e é, de facto- penso que à medida que o empreendedor vai estabilizando e vai estabelecendo-se, ele tem forçosamente de começar a delegar tarefas. E isto é tanto mais verdade quando maior for a sua organização, ou rede. Dito de outra forma, à medida que o seu negócio vai crescendo.
Aliás, esse é um dos fundamentos maiores do Network Marketing. Se não delegarmos tarefas, o negócio acaba por ser mais um trabalho. Será que é isso o que queremos? Será que foi para termos mais um trabalho que nos associamos e nos envolvemos com Marketing de Rede?
Não nos envolvemos em Network Marketing/Marketing de Rede para ter mais um trabalho/emprego
Bom, este “momento aha” que mencionei, no início do artigo de hoje, tem a ver com o desenvolvimento do meu plano de negócio, do qual já falei várias vezes aqui no blog. E uma das componentes desse plano é o marketing, por forma a captar potenciais interessados no Plano de Fidelidade e Benefícios que implemento e ajudo a expandir.
Como sou bastante desconhecedor de como fazer bom marketing, em termos de estratégia e execução, despendo muito tempo a estudar. As minhas competências são mais vocacionadas para a Prospecção, pois tenho muito mais jeito para me relacionar com outras pessoas. No entanto, estou perfeitamente consciente da enorme importância do marketing no desenvolvimento de qualquer negócio, pelo que não posso descurar esta componente.
Marketing significa Vendas. Vendas não é Marketing!
Foi, pois, neste contexto, num misto de falta de produtividade e brainstorming pessoal, que surgiu a ideia de estabelecer um plano de marketing, para que, quando apresentado à minha organização, sejam os meus associados a implementá-lo e executá-lo… e, possivelmente com melhores resultados do que eu.
Ou seja, à semelhança de outras tarefas, na estruturação do meu plano de negócio, defino uma estratégia, para os meus associados executarem. Diabos me levem se isto não é liderar… ou pelo menos, orientar.
Paralelamente, a minha função na minha organização é ajudar os meus associados a estabelecerem o seu próprio negócio independente. É esse o meu negócio, num contexto de Network Marketing/Marketing de Rede. A minha função não é trabalhar pelos meus associados e nem os meus associados trabalharem para mim. A minha função é trabalhar com eles, para que possamos criar um negócio à sua medida, e possamos todos juntos beneficiar com isso. Assim, ao proceder desta forma, estou convicto de estar a delegar tarefas. Se os meus associados executarem bem este plano de marketing, tudo correrá pelo melhor. Se pelo contrário, não o executarem, não haverá grandes possibilidades de terem um negócio bem-sucedido.
Já para mim, é indiferente, pois o meu negócio é mostrar o que fazer. Alguém neste mundo saberá como fazer e eu só tenho de descobrir essas pessoas. Por isso a minha tarefa de Prospecção é contínua.
Isto faz sentido para vocês, amigos e amigas?
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Um grande bem-haja para vocês. Com amizade,
FGR




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