follow ups, follow ups... e mais follow ups
- Francisco Raimundo
- 21 de jul. de 2022
- 4 min de leitura
Amigos e Amigas, como estão?
Eis mais um post do blog "Diário de um Empreendedor", no qual, com os artigos que vou publicando, procuro descomplicar o Network Marketing, tentando torná-lo simples e, quiçá, mais fácil de compreender, através da partilha com todos vocês do meu dia-a-dia, transmitindo-vos, paralelamente, algum conhecimento, através das experiências que vou vivenciando.
Ora estou de regresso à minha residência habitual, não tendo conseguido ainda resolver o assunto que me levou à propriedade rural que estou a tentar recuperar. Eu sabia que não ia ser rápido, mas passou-se uma semana e praticamente nada mudou.
O pior de tudo foi que o meu negócio social sofreu um pouco em termos de actividade, já que o calor sufocante que tem feito sentir-se, tem-me impedido de trabalhar nas devidas condições.
Eu bem sei que tenho liberdade para trabalhar onde quiser, sendo essa uma das principais vantagens de um negócio independente de Marketing de Rede/Network Marketing. Podia estar numa praia, numa piscina, ou num outro local qualquer, mais fresco. Sem dúvida que sim. Contudo, habituamo-nos de tal forma a trabalhar sozinhos e isolados que, pelo menos eu, ressinto-me, quando mudo de ambiente. A minha concentração e produtividade sai bastante afectada.
Por outro lado, é também um facto que eu não preciso de trabalhar o dia inteiro. Diz-se muitas vezes "Work Smarter, not Harder", certo? Sim, trabalhar de forma inteligente é bem melhor do que trabalhar duro. Contudo, não posso esquecer duas coisas:
1- fui para o campo por causa de outros assuntos, aos quais tinha que dar atenção
2- estava longe de tudo, isolado. Campo é campo
Pois a base do desenvolvimento de um negócio em Marketing de Rede é contactar pessoas, de forma a podermos apresentar-lhes o nosso produto, o nosso serviço ou até partilhar com elas a oportunidade de participarem connosco nos nossos planos e projectos.
Este é o princípio base. Sem contactos e relações sociais, não há negócio. Marketing de Rede é um negócio dito social, de recomendação pessoal. E se assim é, a quem vamos nós recomendar os produtos e serviços que representamos? A desconhecidos?
Existe 33% do mercado que não temos a mais pequena possibilidade de influenciar, relativamente a tomadas de decisão sobre o nosso produto, o nosso serviço ou oportunidade. Quer isto dizer que, qualquer que seja o preço, ou por melhores que os benefícios que temos a oferecer, mais de 3 pessoas em cada 10 não estão disponíveis para comprar o que cada um de nós tem para dar.
Para reflectir!
Bom, portanto, sem ter tido condições físicas e psicológicas (ou anímicas, emocionais, como queiram chamar) para estabelecer contactos, tive que me refugiar nos follow-ups. Ou seja, aproveitar os contactos que já tenho, para reforçar laços.
Por vezes, basta um simples "olá", ou perguntar como o outro está/tem passado. Follow-up pode ser querer saber como corre a vida do nosso melhor amigo, companheiro. Follow-up não é mais do que solidificar uma relação, de forma a manter o nosso candidato interessado, eventualmente em estabelecer uma relação comercial connosco.
Portanto, por esse lado, a minha actividade tem sido quase exclusivamente desempenhada em recordar aos contactos que fui estabelecendo que eu estou aqui, que eu continuo disposto a ajudar, a orientar, a esclarecer, a ser amigo. Em estabelecer e reforçar laços de confiança e de amizade.
Uns dão certo, e consigo dar mais um passo no caminho certo, outros nem por isso. Tal como aconteceu, no decorrer da passada semana, a situação de um contacto que eu tinha feito há já alguns meses, e que me pediu ajuda no sentido de eu poder contribuir para que ela (sim, trata-se de uma moça) melhorasse os seus resultados, os quais, no seu entender, estariam muito abaixo dos que ela perspectivou.
Pois, após uma breve conversa (lá está, follow-up), acordámos em agendar uma reunião séria, onde seria discutido um plano de acção, decorrente de algumas tarefas que eu tinha solicitado que realizasse, a fim de averiguarmos o porquê dos resultados serem menos bons.
Aliás, eu já sabia que, da forma como F.E. (volto a colocar as iniciais, por uma questão de ética profissional) actuava, em termos de divulgação e promoção, os resultados não poderiam ser bons. Valeu-lhe o acesso de humildade manifestado, ao reconhecer que não estava a proceder da melhor forma.
Após ter anotado as tarefas combinadas, foi agendada a dita reunião, cujo horário foi marcado pela própria, e à qual F.E. não compareceu. Deu mais tarde a desculpa de não ter recebido qualquer mensagem e quando confrontada com o facto de ter sido ela mesma a agendar o dia e hora, não foi capaz de reconhecer a sua falta. Para mim, é lamentável e inadmissível.
Enquanto as pessoas não tratarem o networking como uma tarefa crucial para o seu trabalho ou negócio, os resultados não podem ser outros que não nulos.
Não preciso e não quero perder tempo com pessoas assim, pois tenho muitas outras com quem desenvolver laços profissionais.
E foi assim a minha semana, tenho feito possivelmente uma dezena de follow-ups. Alguns correram bem, outros menos bem. Trata-se contudo de uma aventura fantástica, em que o desconhecido é o elemento certo, e o único resultado garantido é o fracasso, quando não se abraça a experiência de viver o networking.
Conto convosco para o próximo artigo, do qual tenho já uma ideia do título... pode ser bem divertido e atraente. Obrigado por este e fiquem bem.
FGR




Comentários