Recrutar ou Orientar - Qual o caminho que escolhem?
- Francisco Raimundo
- 7 de abr. de 2021
- 5 min de leitura
Bom dia para vocês. No momento em que escrevo este artigo é Sábado, véspera de Domingo de Páscoa, em que os cristãos identificam como Sábado de Aleluia. Não sei quando irão ver/ler o post de hoje (aliás, até nem sei quando irá ser publicado), mas gostaria de vos desejar uma óptima Páscoa. Faço votos de que seja um tempo de reflexão, mas também de gratidão. Porque, para estarmos aqui houve Alguém que um dia veio a este mundo para nos orientar, para nos ensinar a sermos melhores pessoas, para nos mostrar como podemos e devemos lidar com as nossas falhas e imperfeições. E que um dia também, deu a Sua Vida por todos nós. Mas que, ao terceiro dia, levantou um império colossal, intemporal e que, nos dias de hoje, ainda é a maior network que o mundo alguma vez viu. Por isso, considero o maior e melhor Empreendedor de todos os tempos.
Não querendo trazer para aqui aspectos religiosos (mesmo sendo eu católico praticante), pois cada um tem a sua Fé e, além do mais, este blog e artigo não são para isso, trago-vos sim uma história pessoal com dois episódios, que ocorreram praticamente em simultâneo, e que traduzem bem o título do artigo de hoje:
Recrutar ou Orientar?
Quem está associado a Network Marketing/Marketing de Rede e Vendas Directas, sabe que, para o seu negócio crescer (partindo do claro princípio que todos pretendem criar e desenvolver um negócio), é imprescindível ter mais pessoas nas suas organizações, pois é dessa forma que as vendas aumentam.
Mas qual a postura com que abordamos alguém e estabelecemos laços, de forma a captá-la para as nossas organizações? Fazemo-lo com claras intenções de recrutar? Será que nos portamos como consultores, ou melhor, como orientadores? Qual das duas formas, será mais eficaz? Qual das duas formas terá mais êxito para o objectivo final? Com qual das duas posturas se consegue menos atritos e rejeição?
Pois a história que partilho com vocês é sobre isso. E aconteceu-me recentemente, quando duas pessoas pediram a minha ajuda. Duas pessoas do sexo feminino, que eu não conheço pessoalmente, sendo uma portuguesa e outra brasileira.
Vou dar-lhes nomes, embora fictícios, pois não tenho o direito e nem interesse em expor aqui as pessoas. Irei chamar Madalena à natural de Portugal e Ivana à do Brasil. Contacto com a Ivana há alguns anos, apesar de ser um contacto pontual e através de redes sociais, mas que eu conheci através de um workshop em que eu participei, talvez em 2014. A Madalena passou a contactar-me depois de ter visto algumas publicações no meu facebook, que lhe chamaram a atenção.
Ora bem, quer uma quer outra têm intenção de alterar o rumo da sua vida, razão pela qual se envolveram em carreiras profissionais independentes. Contudo, andam ambas às voltas sem saber o que fazer e como fazer.
A Ivana, brasileira, tem andado a bater com a cabeça nas paredes, entrando em fria atrás de fria, causando-lhe um desgaste enorme. Ainda é jovem, em termos de idade, mas com a situação precária que se vive actualmente no mundo (e o Brasil não é excepção), está aflita.
Quanto à Madalena, ainda não sabe bem o que quer, procurando actualmente requalificar-se para o mercado de trabalho. Também é mais velha e já tem família pelo que, por isso, pretende dar passos mais seguros.
E fui contactado primeiro pela Madalena, portuguesa. Dois ou três dias depois, recebo o contacto da Ivana, pedindo-me ambas orientação e suporte, sobre o que fazer. Obviamente que não neguei, pois faz parte dos meus objectivos (e também da minha filosofia de vida) dar apoio e orientação, de forma a poder contribuir para a minha missão, que é ajudar o maior número possível de pessoas a tornarem-se Empreendedoras bem-sucedidas, felizes e realizadas.
Quis, portanto, fazer o ponto da situação com cada uma, tendo para tal preparado uma ficha de informação relevante, de forma a que cada uma pudesse dizer-me de sua justiça o que queria e quais os objectivos e metas que se propunham a alcançar, entre outros elementos importantes para o meu trabalho.
E agora chega o momento mais importante da história: Tenho por hábito terminar as conversas (sobretudo, quando há tarefas subsequentes a desenvolver) acertando um prazo de execução, a fim de manter tudo em aberto. É para mim, uma forma de avaliar o interesse das pessoas naquilo que estão prestes a executar e a sua ambição ou entusiamo.
Assim procedi com a Madalena e, os tais dois ou três dias depois com a Ivana, pois ela contactou-me mais mais tarde, tendo eu assumido o compromisso de enviar esta espécie de inquérito/questionário de um dia para o outro (no caso da Ivana foi um fim de semana).
Vejam o resultado:
A Madalena, portuguesa, fez-me chegar um relatório inicial por email em 48h, dizendo que ainda precisava de o terminar, devido a outras ocupações, mas que a maior parte estava pronta, e queria discutir comigo algumas opiniões a respeito do mesmo.
A Ivana, brasileira, passadas 3 semanas, não fez nada do trabalho que acordou comigo em executar, tendo ainda dado a desculpa de não encontrar o questionário na sua caixa de e-mail, quando eu me comprometi a enviar-lhe num dia bem específico, o que aconteceu no dia 22 de Março.
Entretanto, sem nunca ter abordado nada sobre o tema, a Madalena, portuguesa, manifesta agora interesse em participar no meu negócio social. Podem acreditar que este tipo de pessoas merece o meu profundo respeito, pois vejo ambição e a vontade que têm em tornar-se melhores pessoas e melhores profissionais.
E a Ivana, brasileira?
Não a quero no meu negócio. Não tem capacidade para ser orientada. Se nem um pequeno inventário, na forma de questionário foi capaz de fazer, é de esperar que faça alguma coisa num negócio social? Não! Irá enrolar, irá dar toda a espécie de desculpas, irá fazer tudo menos o que deve.
É que nem irei perder tempo a explicar-lhe ou a fazer qualquer apresentação.
Bom, mas o que toda esta história a ver com o tema de hoje?
No nosso negócio de duplicação, chama-se Recrutar ao acto de captar pessoas para a nossa organização, para a nossa rede, após os procedimentos necessários para que os nossos convidados sejam conhecedores das opções que têm pela frente.
Se o fizermos de forma consciente, atuando como recrutadores, estamos a portar-nos como tubarões ou leões, enfrentando as presas de frente. Isto gera muitos atritos. Mas, se nos portarmos como orientadores, desenvolvendo laços sociais e profissionais, a forma de conduzir o processo é muito mais simples, pois não gera tanto conflito. E o recrutamento torna-se em algo muito natural de ocorrer. Desta forma, também a duplicação se torna mais simples.
Por isso, penso fazer todo o sentido portar-nos como orientadores, como consultores (como educadores, diz o grande mestre Eric Worre). Claro que não existe problema algum em vocês assumirem-se como recrutadores profissionais, mas se lidam bem com a rejeição e se, nessa qualidade, obtêm bons resultados, então é continuar. Mas vejam bem se isso é facilmente duplicável, pois só duplica o que é simples.
Pela minha parte, como sempre me revi mais como um consultor e além do mais, construo um negócio social porque entendo que é melhor estabelecer laços de amizade e laços profissionais, sem qualquer pressão, prefiro o caminho da Orientação.
E vocês?
Não deixem de comentar, ok. Espero que achem interessante este artigo, um pouco mais pessoal, mas de grande utilidade. Escrevam aqui nos comentários as vossas opiniões.
Obrigado e até breve,
FGR




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