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Ser pago pelo valor a criar: Rendimento Passivo

  • Foto do escritor: Francisco Raimundo
    Francisco Raimundo
  • 30 de mai. de 2020
  • 7 min de leitura

Ora finalmente estou de volta, publicando no blog. Ao olhar para a última publicação, dei-me conta que se passaram dois meses. É triste para mim, ter deixado passar tanto tempo sem qualquer publicação, quando, ainda para mais, eu disse que tudo iria fazer para manter a consistência. Quebrei o meu compromisso. E logo eu, a quem compete dar o exemplo.


Mas reparem, contudo, que é exactamente isto o que se passa com a larga generalidade da pessoas, ao aderir a uma actividade independente. Não se comprometem, não se esforçam, não exigem mais delas próprias. E assim, deixam-se cair no facilitismo, no conforto, no comodismo e na preguiça. A consequência mais imediata é a desistência, já que nem houve tempo para se adquirir um novo hábito.


Aproveitei este tempo para ponderar algumas alterações no meu site e que só ainda não foram levadas a cabo porque gosto de as fazer com calma. Cada passo que dou é planeado e não sei fazer as coisas de repente, num impulso. Ainda para mais, tratando-se de programação orientada por objectos, ou programação visual, em que não tenho grandes conhecimentos, tudo tem passado por mim, exigindo investimento de tempo. Não que um blog ou um site seja um passatempo ou um hobby, longe disso. Pretendo que seja a imagem/cartão de visita da minha empresa, e dando a conhecer as imensas possibilidades que o Network Marketing/Marketing de Rede tem para oferecer. Aliás, pretendo mesmo mostrar como é possível fazer tudo com muito pouco dinheiro.


Leva-me isto ao tema de hoje, a construção de Rendimento Passivo. Tenho perfeitamente a noção de ser um tema sensível, olhado por muitas pessoas como algo quase blasfemo e vergonhoso, pois distorcem o seu verdadeiro significado. Ao não reconhecerem a distorção que fazem, as pessoas assumem de imediato que é algo mau, fraudulento, ilegal, etc.


Perguntem a qualquer pessoa como define Rendimento Passivo e ela dirá imediatamente uma de duas coisas (isto, partindo do principio que consegue explicar o Rendimento Passivo, pois muitas dirão que têm uma ideia formada - normalmente mal concebida, mas não sabem explicar... ou não querem):

  • Um esquema de aproveitamento

  • Uma forma de ganhar dinheiro com o trabalho de outras pessoas


Ora isto são noções e conceitos completamente distorcidos. Antes de mais, olhemos para exemplos de Rendimento Passivo. A propósito, conseguem dar exemplos?. Eis alguns:

  • O mercado discográfico. Um artista, um músico, uma banda, que grava um disco, e o edita, para os consumidores. Quando o disco é adquirido, o artista que o gravou e lançou no mercado irá receber uma parte dos lucros conseguidos com a venda do disco, ou de material promocional. Onde está, aqui, o esquema de aproveitamento? Onde é que o músico ou banda/artista está a aproveitar-se do trabalho de outros?


  • No extremo oposto, os investidores no mercado de dividendos, em que se vão adquirindo títulos de renda, ou seja, títulos de acções cotadas em bolsas de valores que geram dividendos (ou seja, distribuição de parte dos lucros das empresas pelos accionistas). Se os investidores forem construindo um portfolio/carteira de cotadas que distribuem lucros duas vezes por ano, na forma de dividendos, eles estarão a gerar renda, ou rendimento financeiro. Onde está o aproveitamento? Onde está a capitalização sobre o trabalho de outras pessoas? Onde está a ilegalidade, a fraude, o esquema?


  • O arrendamento (imobiliário), o leasing e renting (normalmente associados a automóveis), em que os bens são disponibilizados para aluguer, e os consumidores, chamados arrendatários, pagam uma renda pelo usufruto do bem. Existe algum esquema de aproveitamento?


  • A agricultura pode ser considerada, igualmente, uma fonte de rendimento passivo. O agricultor/empresário agrícola prepara a terra e semeia as culturas para no final da época colher os frutos da campanha, vendendo os cereais, ou a fruta, ou os vegetais. Estará ele a aproveitar-se de algo ou de alguém, para retirar rendimento do seu empreendimento? Tenho a certeza absoluta que não!


Portanto, Rendimento Passivo não é mais do que a construção e desenvolvimento de um sistema que permita ao Empreendedor gerar rendimento futuro de forma independente, sem ser necessária a sua intervenção, pois o sistema trabalha pelo Empreendedor. Todo o esforço, tempo e energia, isto é, os recursos, são consumidos a desenvolver o sistema. Esta é a expressão máxima de Independência ou Liberdade Financeira. Perfeitamente legítima, não estando de forma alguma relacionada com esquemas, fraudes, comportamentos e pensamentos de aproveitamento, ou outros menos próprios.


Sem dúvida alguma que todos ambicionam conquistar a sua independência/liberdade, em termos de rendimento financeiro. Ninguém, no seu bom senso, concorda que as políticas sociais e económicas, definidas todos os anos pelos governos das diferentes nações, são implementadas para beneficiar quem trabalha, quem faz crescer a economia. Com as crises sócio-económicas, então, as políticas serão sempre de austeridade, como forma de assegurar um maior controlo sobre a despesa, que aumenta forçosamente em tempo de vacas gordas (o princípio capitalista leva a que os estados gastem mais quando há mais dinheiro. Quando chega a altura de apertar o cinto, a primeira medida a tomar é baixar o rendimento disponível, como forma de controlar os gastos).


O que fazer, então, já que todos temos sonhos e, naturalmente, almejamos uma melhor qualidade de vida?


Exactamente, procuramos a tal Liberdade Financeira. E qual a melhor forma para isso que não construirmos um sistema que nos permita criar um Rendimento Passivo, sem termos que ficar um dia dependentes de um sistema público de Renda (chamado Segurança Social), totalmente falido, obsoleto e, esse sim, um esquema fraudulento dos maiores, em que os contribuintes pagam ao longo de toda a sua vida profissional para alguém que já fez o mesmo e que agora está a receber dinheiro (ainda por cima nem é o justo) porque existem outros a alimentar este esquema?


Bom, políticas à parte, a larga maioria das pessoas percebeu já que o Empreendedorismo é a única forma que têm de fugir desta corrida dos ratos. Por outras palavras, sabe que a criação e desenvolvimento de um negócio é a forma mais sensata e plausível de criarem Rendimento Financeiro de forma passiva e sustentável.


Mas, esperem lá. "Há algo que não bate certo!", poderemos nós questionar. Então se a larga maioria sabe que o Empreendedorismo é a melhor forma (e talvez a única) que dispõem de alterar a sua vida financeira, através do desenvolvimento de um negócio e, se todas têm sonhos e ambições de ter uma vida melhor, mais confortável, mais feliz... porque razão não o fazem?


A meu ver, por duas razões fundamentais:

1) A sua mentalidade. As pessoas não são educadas para se tornarem empreendedoras e desenvolverem negócios. Nós somos educados (pelos nossos pais, pela escola, pela faculdade), para trabalhar para alguém. Somos educados para nos esfalfarmos a trabalhar, para nos frustrarmos, para nos decepcionarmos, para darmos vida aos sonhos de alguém. Foi exactamente assim, também, com os nossos pais, com os pais deles, etc. Qual a recompensa disso? Um mero suborno, que nem chega para dar qualquer segurança, que é o salário.


Tal como o macaco não percebe a diferença entre o dinheiro e um cacho de bananas e, consequentemente, ele preferirá sempre as bananas, também as pessoas não percebem a diferença entre o trabalhar por um salário e trabalhar para criar a liberdade ou independência financeira. E, como tal, dão preferência ao salário, porque foram educadas nesse conceito de segurança, de economia, de trabalhar para alguém. Acredito que, se soubessem, por experiência própria, que é muito mais rentável (do ponto de vista financeiro) o retorno de um negócio do que o de um trabalho, mais pessoas se tornariam empreendedoras num abrir e fechar de olhos.


2) A falta de competências para criação e desenvolvimento de um negócio. Temos de reconhecer que ninguém nasce ensinado. Como tal, não é plausível que saibamos criar um negócio, ou desenvolver um negócio. Estas competências vão sendo aprendidas ao longo do tempo, por tentativa e erro, por assim dizer. É a experiência adquirida. O problema está que a larga maioria das pessoas não está disposta a passar pelo processo de desenvolvimento de competências para seja o que for, quanto mais para desenvolvimento de um negócio. Pelo que não arriscam, não se envolvem, não se desenvolvem quer pessoalmente quer profissionalmente, não se atrevem a criar uma visão para elas e para o mundo e lutar por isso.


Como as pessoas vivem atulhadas nos problemas que criam, e que, com o aparecimento das crises cíclicas e periódicas (eu falo disto em algumas conversas sobre empreendedorismo que tenho com algumas pessoas), vêm à tona das suas vidas, o que fazem elas?


Atiram-se de cabeça ao Empreendedorismo, como se fosse uma tábua de salvação, ou uma bóia. No entanto, como não têm competências e julgando que não precisam ter (porque nunca lhes foi explicado nada sobre Empreendedorismo), e achando que pode ser uma forma de fazerem desaparecer os seus problemas do dia para a noite, ficam frustradas quando confrontadas com precisamente o oposto. O que acontece? Passam a abominar o Empreendedorismo, o Rendimento Passivo, e Liberdade e Independência, e continuam a trabalhar por um salário, mesmo que signifique isso estarem presas aos seus problemas durante uma vida inteira.



Já o disse por algumas vezes, e até mesmo neste blog que a crise que já se instalou na nossa sociedade, despoletada pelo Covid-19, irá alterar por completo a vida das pessoas, os seus hábitos, sobretudo os sociais. Também o disse que, com o distanciamento social necessário, a forma como se trabalha e se desenvolvem negócios irá mudar, de um modo muito natural, até. Assim, consequentemente, também a forma como se ganha dinheiro irá sofrer profundas alterações.


Deixa de se trabalhar pelo tempo despendido, para passar-se a ser pago pelo conhecimento transmitido ou partilhado. Agora, reparem: Se passarmos a ser pagos pelo conhecimento transmitido a outros, quanto melhor soubermos transmitir tais conhecimentos aos outros, melhor e mais bem-pagos seremos, certo?


Então o que será a transmissão de conhecimento, se não a criação de valor em alguém?


Já repararam que estamos dessa forma a colocar a nossa experiência e conhecimentos ao serviço dos outros? Não será esta, a essência natural do Network Marketing e Marketing de Rede? Não será este o espírito do Network Marketing, em termos de negócio social?


Pessoas como Matt Morris, Tanya Aliza, Sonia Stringer, Eric Worre, Todd Falcone, Ray Higdon/Jessica Higdon, apenas para citar em algumas das maiores lideranças mundiais do Network Marketing da actualidade, estão ou estiveram, associados a empresas bem diferentes. Contudo, isso não foi um entrave para estabelecerem uma network poderosíssima de valor. Simplesmente foram transmitido os seus conhecimentos, partilhando-os, ensinando. Não se trataram como adversários ou alvos a abater, para dominarem. Mas sim trataram-se como elementos válidos para uma network de conhecimentos. E por isso hoje são reconhecidos, e têm resultados financeiros como muitos nem sequer ousam sonhar.


Como criar valor e ser pago por isso, construindo assim o tão desejado Rendimento Passivo? Acompanhem-me neste blog, que irão perceber. Bem-hajam e Sucesso.

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