O Receio do Network Marketing
- Francisco Raimundo
- 4 de mai. de 2021
- 6 min de leitura
Ora aqui estamos para uma nova publicação no blog, com uma ausência bastante demorada, e contrariando a Consistência que eu gostaria de manter, tendo esse sido um dos meus objectivos estabelecidos para 2021. Caramba, estou mesmo longe de o alcançar.
Contudo, esta ausência de publicações, e mesmo da minha presença nos grupos sociais do Facebook está relacionada com uma iniciativa que passei a levar a cabo, dentro do meu negócio social e que partilho com vocês:
- A criação de um podcast
Eis pois a grande novidade, e que trago até aqui. Não foi fácil reunir os meios para tal iniciativa, mas quando alguém da minha organização e rede me apresentou a ideia, eu achei de tal forma brilhante e cativante, que não pude resistir. Pois o alcance e as possibilidades são tão grandes, que seria um desperdício deixar a oportunidade passar-me ao lado.
Portanto, a partir deste mês de Maio, F&F Networking contará com um podcast quinzenal, onde se falará em Empreendedorismo e o papel do Programa de Fidelidade que representamos no desenvolvimento económico local (até pode ser a região onde vocês se encontram), entre eventuais surpresas. O episódio de estreia foi ontem, pelo que, se quiserem e tiverem interesse, abram a secção de podcast do site, pois já lá está. E esta é outra novidade, pois devem ter já visto algumas alterações ao site, estando agora um pouco mais completo.
Naturalmente que ainda falta bastante coisa, pois pretendo que o site seja como uma ferramenta para vocês encontrarem as informações que pretendem e gostariam, sobre Network Marketing/Marketing de Rede. Portanto, tenho muita coisa idealizada, mas sem conseguir ainda delegar grande parte dessas tarefas, pois não encontro ainda quem esteja disposto a trabalhar comigo nessas tarefas de forma voluntária.
Sabem o que eu percebo?
Que a maior parte das pessoas tem medo do nome Network Marketing (ou Marketing de Rede), isto para não dizer pânico. Deve-se a vários factores, em que o principal são elas mesmas. E, para se livrarem desse medo pavoroso, criam conceitos absurdos para definir o que pode ser uma profissão autónoma/independente fantástica: MMN, Marketing Multinível, Pirâmide, Esquema, Fraude, ilegalidade.
Deixem-me contar-vos uma história que ocorreu há talvez 5 anos. Conheci uma das pessoas mais bem posicionadas e conhecidas do coaching empresarial actual, por estar presente nas suas palestras e workshops. Antes de ser uma renomada coach de negócios, ela foi Country Manager (Gestora Regional) da Mary Kay, responsável pela actividade desta enorme marca empresarial de Vendas Directas na Península Ibérica (Portugal e Espanha), acumulando com o mercado norte-americano, tendo pois que viajar duas e três vezes por semana, para Miami e Madrid, e gerindo uma rede de alguns milhares de consultoras independentes, ou revendedoras.
Bom, eu fui prospectá-la e averiguar o interesse dela em fazer parte da minha rede, embora sem êxito. Eu não soube partilhar da melhor forma a minha ideia, ou então ela não estava realmente aberta a trabalhar comigo (aliás, esta ideia de ter um coach dentro da minha organização a encaminhar e orientar as pessoas necessitadas de soluções para as suas vidas continua a ser fabulosa, mas ainda não consegui incutir as reais possibilidades. Pelo menos, ninguém conseguiu ainda perceber o que pode acontecer), mas disse-me algo que me marcou e continua a marcar, pois tem um efeito tão profundo e revelador, que se torna quase chocante.
Ela disse-me assim: (isto há 5 ou 6 anos)
- "Francisco, Network Marketing/Marketing de Rede é absolutamente essencial para todas as pessoas. Deveria ser uma matéria obrigatória na faculdade. Network Marketing é mais do que desenvolver um negócio ou trabalhar de forma independente, ou iniciativa empreendedora. Network Marketing é uma filosofia de vida, em que nos obriga a procurar a nossa própria essência e, se preciso for, transformar-nos. Network Marketing é um processo, e todas as pessoas deveriam ter uma experiência de, pelo menos um ano, associada a Network Marketing".
E a conversa terminou, dando-me os parabéns por estar a honrar o nome Network Marketing, ao tomar a iniciativa descarada de a prospectar, e averiguar o seu interesse. Obrigado por tudo, #TeresaBotelho.
Bom, mas porque será que as pessoas receiam o Network Marketing, a ponto de o negarem nas suas vidas sobretudo profissionais? Tal como me aconteceu há 10 anos, ao ter ficado desempregado, também muitos se encontram na mesma situação. No entanto, ao contrário de mim, preferem continuar à procura de uma situação profissional definida, mesmo quando essa possibilidade se torna cada vez mais escassa (até por causa da idade) e longe de se tornar as pessoas realizadas (profissionalmente).
Ora aqui está o busílis da questão, a meu ver. As pessoas, até mesmo quem tem veia empreendedora não consegue assumir o Network Marketing como uma situação profissional definida, indo às Finanças/Fazenda Pública e registar-se como profissional independente, declarando início de actividade e abrir o seu próprio negócio. A larga maioria das pessoas não quer ter de assumir essa responsabilidade, pois não tem coragem de admitir que o Network Marketing é uma alternativa viável para elas.
Sabem que, a partir do momento em que o fizerem, estabelecem um compromisso para com elas mesmas e para com o Estado do seu país. E como não desejam assumir compromissos, sobretudo para com elas mesmas, não o fazem. O que passa pela mente das pessoas é simplesmente o pensamento do "deixa ver como corre. Tenho outras coisas para fazer, pelo que não posso dedicar-me a isto à séria. E, se não correr bem, ao menos não saio no prejuízo".
Sendo uma das raras oportunidades que as pessoas têm de trabalhar para elas mesmas e por elas mesmas, numa iniciativa empreendedora, deveriam encarar com orgulho essa possibilidade. Façamos uma analogia, utilizando o exemplo de um negócio tradicional, como ter um restaurante. Alguém, no seu juízo perfeito, abre um restaurante (de luxo) com o pensamento de ter apenas uma experiência, ou na base do "deixa ver no que dá"? Ou então, "vou ver o que acontece, ao longo dos próximos meses. Se não der nada, fecho e pronto!".
Portanto, vocês, tendo interesse numa qualquer iniciativa empreendedora, o que fazem, em primeiro lugar? Vão imediatamente abrir a vossa actividade e registar-se, para poderem estar com a vossa situação regularizada. Tratam dos licenciamentos e da Segurança Social. Ao proceder desta forma, vocês estão a assumir o compromisso de, efectivamente, quererem desenvolver um negócio e lutar por um negócio.
Porque não fazer o mesmo com o Network Marketing e Vendas Directas?
Sabem, o receio que têm de não ser capazes de enfrentar a rejeição, de serem mal interpretados, o receio de falharem, sobretudo quando têm montes de expectativas, o receio de serem julgados pelos outros (sobretudo com a mesma falta de conhecimentos e experiência, e com exactamente os mesmos receios) fazem com que vocês não assumam o compromisso de desenvolver algo que só pode fazer bem a vocês e ao mundo.
Reparem, o mundo precisa do Network Marketing/Marketing de Rede. As empresas precisam do Marketing de Rede/Network Marketing. É portanto, uma actividade absolutamente necessária. Apenas é necessário que os seus intervenientes (e eu vocês, portanto) assumam o compromisso de o desenvolver.
Querem ser Empreendedores? Tornem-se Empreendedores. Constituam-se Empreendedores, oficialmente. Tomem as rédeas de um negócio vosso. Acreditem que se sentirão depois bem aliviados e, possivelmente, aos olhos seja dos vossos amigos, conhecidos, familiares e outros, vocês sejam vistos como pessoas mais sérias e credíveis.
A minha carreira profissional iniciou-se em 1996, quando criei uma empresa de consultoria de negócios (aliás, eu falo disto nos eventos de apresentação do meu negócio social). E o primeiro passo foi constituir a empresa e abrir actividade profissional independente. Não é diferente com o Network Marketing/Marketing de Rede. Aliás, não foi diferente comigo, há quase 10 anos.
Posso dizer-vos que não percebia nada de Network Marketing. Simplesmente fechei todas as portas a outras possibilidades e assumi o compromisso de desenvolver o meu próprio negócio em rede. "custe o que custar", foi o que eu disse para mim mesmo. Por muitas dificuldades pelas quais eu tenha passado, sobretudo por não perceber coisa alguma de Marketing e muito menos de Rede, nunca deixei de querer aprender. E foi quando comecei a compreender, que se fez uma luz tão grande, tão imensa que deixei de ter receios.
Eu crio a minha própria estabilidade e segurança profissional. Eu tenho trabalho, eu tenho uma situação profissional bem definida. Eu sou um profissional independente. Eu tenho um negócio social. Eu não tenho receio!
Vocês podem ser também assim. Basta assumirem o compromisso.
Por agora é isto o que eu tinha para vos transmitir. Não se esqueçam de ouvir o episódio de estreia do podcast, que já está lançado aqui no site. Vejam na secção respectiva. Entretanto, peço que deixem o vosso comentário e opinião, ajudando-me também a crescer. Dessa forma, poderei eu ajudar-vos também, pelo menos a colocarem os vossos receios de lado.
Bem hajam e até breve, no próximo artigo.
FGR





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